segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Plano Marshall



As duas potências desenvolveram planos para desenvolver economicamente os países membros. No final da década de 1940, os EUA colocaram em prática o Plano Marshall, ferecendo ajuda económica,principalmente através de empréstimos, para reconstruir os países capitalistas afetados pela Segunda Guerra Mundial.

Este plano tinha´assim como objectivo:

- a reconstrução dos países saídos da guerra asssim como o renascimento de uma economia produtiva e uma estabilidade política.

A Paz Armada no período da Guerra Fria




Durante o periodo da guerra fria as duas potências envolveram-se numa corrida armamentista.
Espalhavam os seus exércitos e armamento no seu território e no território dos países aliados,isto porque na sua visão enquanto houvesse um equilíbrio bélico entre as duas potências, a paz estava garantida, pois haveria o medo do ataque por parte do inimigo. Consequentemente formaram-se dois blocos militares cujo objectivo era defender os interesses militares de cada país membro.
Formaram-se assim:

OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em abril de 1949), liderada pelos Estados Unidos e tinha suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental.

PACTO DE VARSÒVIA - Aliança militar (surgiu a 14 de Maio de 1955)formada pelos países socialistas do Leste Europeu e pela União Soviética. Era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas,era assim um compromisso de ajuda mútua em caso de agressões militares.

A Guerra Fria




Porque surgiu o conflito?

Logo após a Segunda Guerra Mundial teve inicio a guerra fria: os Estados Unidos e a União Soviética disputam a hegemonia política, económica e militar no mundo. Tudo isto acontece uma vez que, na segunda metade da década de 1940 até 1989, cada uma destas potencias tenta implantar nos restantes países os seus sistemas políticos:

•União Soviética- sistema socialista:

-economia planificada;
-partido único;
-igualdade social;
-falta de democracia;

•Estados unidos- sistema capitalista:

-economia de mercado;
-sistema democrático;
-propriedade privada;

Porquê a expressão “Guerra Fria”?

Define-se de Guerra Fria uma vez que foi um conflito que não foi materializado, isto é: aconteceu apenas no plano ideologico, não chegando a haver nenhum confronto militar entre as duas potências (algo que se tivesse acontecido poderia ter tido consequências bastante graves em todo o mundo pelo facto de estes dois países estarem armados com centenas de misseis nuncleares).

domingo, 13 de dezembro de 2009

Uma nova visão do universo



"Antes de Einstein, desde o início da ciência grega até à aurora do século XXI,o espaço e o tempo eram concebidos como sendo «absolutos», quer dizer, era suposto existirem independentemente da matéria e dos observadores. Pensava-se que o tempo se escoava uniformemente, não dependendo da percepção humana ou da medição do relógio, que o passado era passado, e o futuro estava ainda por vir, e isto para todos, em todo o Universo.O artigo de Einstein abala estas concepções seculares sobre o espaço e o tempo [...]. Einstein diz-nos que o tempo vivido por um observador depende do seu movimento. Um gémeo sedentário e um gémeo que viaja não terão a mesma idade quando se encontrarem, no fim do périplo do viajante. E aqui reside uma revolução conceptual profunda que não penetrou, ainda, na consciência do homem comum. Antes de Einstein, o tempo era concebido como uma pulsão cósmica única, extensiva a toda a realidade, que ritmava o devir universal, batendo ao segundo de forma perfeitamente regular e simultânea em todo o Universo. Einstein diz-nos que a noção secular de "passagem do tempo", tradicionalmente comparada ao correr de um rio, é uma ilusão. Na verdade, segundo a formula [matemática]que ele regista no fim do seu texto, num segundo da nossa existência podemos fazer um salto ao futuro e ver o que «será» a Terra, digamos, daqui a 60 milhões de anos. Esse pensamento vertiginoso (hoje corroborado por múltiplas experiências) não prova que o futuro, aparentemente longínquo e ainda não realizado, é tão real quanto o «real presente»?
Como resumiria Einstein no fim da sua vida: «Para nós, que temos alma de físicos, a separação entre o passado, o presente e o futuro não tem mais valor do que uma ilusão, por muito tenaz que ela seja».

Thibault Damour, Junho-Julho 2008

Os loucos anos vinte


No pós guerra, quando a população percebe que aquilo que concebemos durante a vida pode ser arrasado de um momento para o outro, a vontade de aproveitar o momento com toda a intensidade aparece. Começa a haver uma necessidade de diversão e de procura de distrações, começam os loucos anos vinte. A convivência entre os sexos torna-se mais livre e ousada, a prática desportiva entra nos hábitos quotidianos, toda a gente frequenta os clubes nocturnos, dança e diverte-se ao som do jazz. Dá-se assim uma crise com os valores tradicionais, uma vaga de contestação a todos os niveis abala a sociedade e como tal, a familia, a indissolubilidade do casamento, a moral sexual, o papel da mulher, os preceitos religiosos, as regras de conduta social deixaram de ter um padrão rigído e foram aberta e sistematicamente subvertidas.
Instalou-se assim, nos anos vinte, um clima de anomia isto é , de ausência de um conjunto de normas morais e sociais que, com clareza distinguissem o certo e o errado.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A emancipação da mulher



O movimento feminista

Em 1850, as reivindicações centravam-se:

-no direito das mulheres casadas à propriedade dos seus bens, uma vez que nem lhes era reconhecida a liberdade de dispor do seu salário;
-no direito à tutela dos filhos, visto que em caso de viuvez o poder paternal era entregue a um parente masculino;
-no direito ao acesso à educação;
-no direito ao acesso a um trabalho socialmente valorizado.

As primeiras feministas lutaram por alterações jurídicas que terminassem com o estatuto de etrena menoridade que a sociedade burguesa oitocentista reservava à mulher.

Em 1900, as reinvindicações centravam-se:

-no direito de participação na vida política (direito ao voto);

Na Europa, destacavam-se as sufragistas britânicas lideradas pela célebre Emmeline Pankhurst. Indignadas som a oposição que se lhes deparava, as sufragistas inglesas procuraram atrair a atenção pública recorrendo a meios extremos que incluíam:

-longas e ruidosas marchas públicas;
-piquetes;
-apedrejamentos de polícias e montras;
-irrupções intempestivas no Parlamento;
-greves de fome.

Em Portugal fundou-se, em 1909, a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e, mais tarde, a Associação de Propaganda Feminista (1911), que perseguiram objectivos idênticos aos das suas congéneres europeias e contaram com a dedicação de mulheres prestigiadas como:

-Ana de Castro Osório;
-Carolina Beatriz Ângelo;
-Adelaide Cabete;
-Maria Veleda.

Com excepção de alguns países, as pretensões políticas feministas chocaram, até à Primeira Guerra Mundial, com uma forte oposição, sendo alvo da censura e do escárnio dos poderes políticos e da sociedade maioritariamente conservadora.
Mas as convulsões da guerra vieram alterar este estado de espírito. Com os homens nas trincheiras as mulheres viram-se libertas das suas tradicionais limitações como donas de casa, assumindo a autoridade do lar e o sustento da família.

Mulheres passam a assumir funções como:

-trabalhar nas fábricas de armamento;
-conduzir carrinhas e autocarros;
-fazer reparações eléctricas;
-carregar materiais pesados;
-realizar o trabalho masculino no campo;
-assegurar cuidados de enfermagem na frente de batalha pondo em risco a pópria vida;

Como reconheceu um comunicado do Ministério da Guerra Britânico, «as mulheres tinham-se revelado capazes de substituir o sexo forte em praticamente todas as tarefas».
Este esforço reforçou a autoconfiança feminina e granjeou-lhe a valorização social que até aí lhe faltava.

Nas décadas subsequentes ao final do conflito, em grande parte dos países ocidentais, as mulheres:

-adquiriram o direito de intervenção política;
-consolidaram a sua posição jurídica na família;
-viram aberto o acesso a carreiras profissionais prestigiadas.

Conclusão:
Embora a efectiva igualdade entre os dois sexos tenha demorado a concretizar-se e se depare, ainda hoje, com algumas resistências, o movimento feminista do início do século derrubou as principais barreiras e abriu à mulher uma nova etapa da sua vida.