quarta-feira, 17 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
A escalada armamentista

Após a segunda guerra Mundial, a URSS e os EUA tornaram-se aliados com o objectivo definido na conferência de Ialta de estabelecerem regras que sustentassem a nova ordem internacional. Porém, após a conferência de Potsdam tornaram-se evidentes as discórdias entre as duas potências quanto à organização do Mundo, isto porque era notório que cada uma delas queria dominar o mundo e ser superior à outra. Como tal cada uma delas começou a apetrechar-se para uma eventual guerra, investindo grandes somas na concepção e fabrico de armamento cada vez mais sofisticado. Apesar de estarem prevenidos o facto de possuírem um forte armamento fazia com que fossem temidos pela potência contrária, e esse era sem dúvida o maior objectivo.
Para um maior esclarecimento deixo aqui uma cronologia que me ajudou a estudar para este segundo teste, espero que te dê uma ajuda também:
1957-O perigo real de aniquilamento leva à criação da Agência Internacional para a Energia Atómica, com vista ao desarmamento, porém não teve qualquer efeito na redução do potencial militar dos EUA e da URSS e eram cada vez maiores os gastos, por parte das duas grandes potências, em pesquisa e armamento, no sentido de evitarem a supremacia do lado contrário.
Produção maciça de armas:
EUA - bombardeiros;
URSS- mísseis intercontinentais;
+
submarinos nucleares;
Cada um dos blocos procurava persuadir o outro de que usaria, sem hesitar, o seu potencial atómico em caso de violação das respectivas áreas de influência. Eram usadas advertências, ameaças, movimentações de tropas e de material de guerra para conseguir convencer o adversário.
Década de 60 -a proliferação nuclear prossegue:
-multiplicam-se os ensaios nucleares;
-alargam-se o nº de países com capacidade nuclear:
1960 – França;
1964 – China ( que possui também a bomba atómica)
Década de 70 - as duas superpotências iniciam negociações directas para travar a corrida nuclear; -assinam tratados em 1972 e 1979.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Plano Marshall

As duas potências desenvolveram planos para desenvolver economicamente os países membros. No final da década de 1940, os EUA colocaram em prática o Plano Marshall, ferecendo ajuda económica,principalmente através de empréstimos, para reconstruir os países capitalistas afetados pela Segunda Guerra Mundial.
Este plano tinha´assim como objectivo:
- a reconstrução dos países saídos da guerra asssim como o renascimento de uma economia produtiva e uma estabilidade política.
A Paz Armada no período da Guerra Fria
Durante o periodo da guerra fria as duas potências envolveram-se numa corrida armamentista.
Espalhavam os seus exércitos e armamento no seu território e no território dos países aliados,isto porque na sua visão enquanto houvesse um equilíbrio bélico entre as duas potências, a paz estava garantida, pois haveria o medo do ataque por parte do inimigo. Consequentemente formaram-se dois blocos militares cujo objectivo era defender os interesses militares de cada país membro.
Formaram-se assim:
OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em abril de 1949), liderada pelos Estados Unidos e tinha suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental.
PACTO DE VARSÒVIA - Aliança militar (surgiu a 14 de Maio de 1955)formada pelos países socialistas do Leste Europeu e pela União Soviética. Era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas,era assim um compromisso de ajuda mútua em caso de agressões militares.
A Guerra Fria

Porque surgiu o conflito?
Logo após a Segunda Guerra Mundial teve inicio a guerra fria: os Estados Unidos e a União Soviética disputam a hegemonia política, económica e militar no mundo. Tudo isto acontece uma vez que, na segunda metade da década de 1940 até 1989, cada uma destas potencias tenta implantar nos restantes países os seus sistemas políticos:
•União Soviética- sistema socialista:
-economia planificada;
-partido único;
-igualdade social;
-falta de democracia;
•Estados unidos- sistema capitalista:
-economia de mercado;
-sistema democrático;
-propriedade privada;
Porquê a expressão “Guerra Fria”?
Define-se de Guerra Fria uma vez que foi um conflito que não foi materializado, isto é: aconteceu apenas no plano ideologico, não chegando a haver nenhum confronto militar entre as duas potências (algo que se tivesse acontecido poderia ter tido consequências bastante graves em todo o mundo pelo facto de estes dois países estarem armados com centenas de misseis nuncleares).
domingo, 13 de dezembro de 2009
Uma nova visão do universo

"Antes de Einstein, desde o início da ciência grega até à aurora do século XXI,o espaço e o tempo eram concebidos como sendo «absolutos», quer dizer, era suposto existirem independentemente da matéria e dos observadores. Pensava-se que o tempo se escoava uniformemente, não dependendo da percepção humana ou da medição do relógio, que o passado era passado, e o futuro estava ainda por vir, e isto para todos, em todo o Universo.O artigo de Einstein abala estas concepções seculares sobre o espaço e o tempo [...]. Einstein diz-nos que o tempo vivido por um observador depende do seu movimento. Um gémeo sedentário e um gémeo que viaja não terão a mesma idade quando se encontrarem, no fim do périplo do viajante. E aqui reside uma revolução conceptual profunda que não penetrou, ainda, na consciência do homem comum. Antes de Einstein, o tempo era concebido como uma pulsão cósmica única, extensiva a toda a realidade, que ritmava o devir universal, batendo ao segundo de forma perfeitamente regular e simultânea em todo o Universo. Einstein diz-nos que a noção secular de "passagem do tempo", tradicionalmente comparada ao correr de um rio, é uma ilusão. Na verdade, segundo a formula [matemática]que ele regista no fim do seu texto, num segundo da nossa existência podemos fazer um salto ao futuro e ver o que «será» a Terra, digamos, daqui a 60 milhões de anos. Esse pensamento vertiginoso (hoje corroborado por múltiplas experiências) não prova que o futuro, aparentemente longínquo e ainda não realizado, é tão real quanto o «real presente»?
Como resumiria Einstein no fim da sua vida: «Para nós, que temos alma de físicos, a separação entre o passado, o presente e o futuro não tem mais valor do que uma ilusão, por muito tenaz que ela seja».
Thibault Damour, Junho-Julho 2008
Os loucos anos vinte

No pós guerra, quando a população percebe que aquilo que concebemos durante a vida pode ser arrasado de um momento para o outro, a vontade de aproveitar o momento com toda a intensidade aparece. Começa a haver uma necessidade de diversão e de procura de distrações, começam os loucos anos vinte. A convivência entre os sexos torna-se mais livre e ousada, a prática desportiva entra nos hábitos quotidianos, toda a gente frequenta os clubes nocturnos, dança e diverte-se ao som do jazz. Dá-se assim uma crise com os valores tradicionais, uma vaga de contestação a todos os niveis abala a sociedade e como tal, a familia, a indissolubilidade do casamento, a moral sexual, o papel da mulher, os preceitos religiosos, as regras de conduta social deixaram de ter um padrão rigído e foram aberta e sistematicamente subvertidas.
Instalou-se assim, nos anos vinte, um clima de anomia isto é , de ausência de um conjunto de normas morais e sociais que, com clareza distinguissem o certo e o errado.
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